Ah, claro! Agora é oficial: a classe econômica cansou de ser só apertada e resolveu virar um experimento de tortura medieval. A mais nova promessa da indústria da aviação é o "assento em pé". Isso mesmo, você não leu errado. Porque sentar é um luxo, e luxo não combina com desconto — especialmente aquele que nunca chega. Dizem que é para pagar menos, mas a gente já viu esse filme antes: o preço continua o mesmo, só o sofrimento que aumenta. Segundo os gênios do marketing aéreo, essa maravilha ergonômica vai revolucionar o conceito de conforto. Afinal, quem nunca sonhou em fazer um voo de quatro horas abraçado a um encosto de ferro, com as pernas formigando e a dignidade lá na pista de decolagem? É quase uma viagem de ônibus lotado, com a diferença que, no ar, você não tem nem como pedir pro motorista parar. A desculpa da vez? "Mais acessibilidade, mais passageiros, passagens mais baratas!" Que nem aquelas promessas de quando tiraram o lanche grátis e disseram que is...
O Brasil é palco constante de escândalos de corrupção que estouram com força, ganham as manchetes, geram indignação... e morrem lentamente nos bastidores do poder. Por aqui, investigações históricas terminam em absolvições, prescrições ou simplesmente são engavetadas. A impressão que fica é uma só: no Brasil, ser corrupto não é apenas comum — é vantajoso. O Escândalo dos Anões do Orçamento, nos anos 90, revelou deputados desviando verbas por meio de emendas parlamentares. Houve CPI, exposição pública, mas poucos foram punidos. O caso Sivam, com suspeitas de propina em contratos bilionários de vigilância aérea da Amazônia, terminou sem nenhuma consequência real. Já o Mensalão Tucano, protagonizado por Eduardo Azeredo, levou anos para chegar a uma condenação, que foi anulada por prescrição — um fim previsível. O Caso Banestado, com mais de R$ 30 bilhões desviados para o exterior, é talvez o maior escândalo financeiro da história brasileira. E mesmo assim, passou batido. Os leilões de pri...