Ah, a entrevista de Lula à The New Yorker é uma verdadeira obra-prima da autoconfiança visionária. Ele começa contando um sonho com ninguém menos que José Sarney – um ícone da modernidade e inovação brasileira, claro. Um presidente sonhando com outro presidente? Freud explicaria, mas Lula prefere usar isso como metáfora de que a democracia está em risco. Porque, veja bem, quando até os sonhos dele viram argumentos políticos, você sabe que a humildade está passando longe.
No auge da genialidade geopolítica, Lula lamenta que não existam mais líderes progressistas no mundo. Então ele teve uma ideia genial digna de um reality show: trocar o rótulo e chamar o grupinho de "democratas". Pronto! Agora Biden (ops... Trump, na verdade), Macron e companhia já são parte do novo grupo do WhatsApp do Lula. A reinvenção da diplomacia em tempo real. Quem precisa de ideologia quando se pode dar uma turbinada no nome e pronto, todo mundo cabe na festa?
Ele também comenta com firmeza e doçura sobre as tarifas do aço impostas pelos EUA — agora sob comando de Trump. Lula promete reciprocidade, mas com aquele jeitinho de quem entrega flores antes de atirar a pedra. Afinal, enfrentar o novo Trump 2.0 exige o equilíbrio de um mestre zen... ou pelo menos de alguém com boa assessoria de imprensa.
E claro, a cereja do bolo: Lula afirma que nunca quis conversar com Trump. Agora que Trump voltou ao poder, isso soa como aquela criança birrenta que diz “nem queria brincar mesmo” depois de ser ignorada no recreio. O detalhe? Ele continua falando dele. Porque no mundo do Lula, Trump pode ser presidente, mas o protagonista é sempre ele mesmo.

Comentários
Postar um comentário